Sexta, 28 de Agosto de 2026
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Mudanças climáticas aumentam a frequência de eventos extremos

Mudanças climáticas aumentam a frequência de eventos extremos

22/03/2024 às 19h05 Atualizada em 22/03/2024 às 22h05
Por: Redação
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Reprodução / Arquivo pessoal Epitaciolândia, que fica no interior do estado do Acre, foi uma das cidades afetadas pela enchente do Rio Acre
Reprodução / Arquivo pessoal Epitaciolândia, que fica no interior do estado do Acre, foi uma das cidades afetadas pela enchente do Rio Acre
Epitaciolândia, que fica no interior do estado do Acre, foi uma das cidades afetadas pela enchente do Rio Acre
Reprodução / Arquivo pessoal

Epitaciolândia, que fica no interior do estado do Acre, foi uma das cidades afetadas pela enchente do Rio Acre

O coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, alerta que as mudanças climáticas estão tornando eventos extremos mais frequentes, a exemplo das chuvas intensas previstas para o estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (22) e no sábado (23).

“Os eventos extremos não podem ser atribuídos, cada um individualmente, às mudanças climáticas, mas o que pode ser atribuído às mudanças climáticas é o aumento da frequência deles. Se as previsões estiverem corretas, pode ser um evento extremo. Nos últimos anos, esses eventos estão se tornando mais frequentes. As mudanças climáticas influenciam de alguma forma tanto na intensidade quanto na frequência de ocorrências”, disse Seluchi.

Outro ponto abordado por Seluchi é que o Oceano Atlântico está consideravelmente mais quente que o normal. “Quando uma área oceânica tão extensa está mais quente do que o normal, isso responde a um aquecimento generalizado e pode ter a ver com mudanças climáticas, que aumentam a temperatura da atmosfera e dos oceanos.”

Segundo o pesquisador, um oceano mais quente evapora mais umidade, e é provável que o volume de chuva que está sendo previsto tenha influência da temperatura do oceano. “A chuva provavelmente seria menor se o oceano estivesse normal ou mais frio que o normal.”

O meteorologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Wanderson Luiz Silva lembra que o aumento da temperatura global fomenta mais vapor d’água para a atmosfera.

“E o desequilíbrio do balanço de energia afeta o ciclo hidrológico, fazendo com que algumas regiões tenham extremos de chuva e outras tenham extremos de seca, ou uma mesma região tenha os dois.”

O pesquisador destaca que as mudanças climáticas podem influenciar as chuvas intensas. “Mas não podemos dizer se especificamente esta [chuva prevista para o Rio] está relacionada ou não às mudanças. Mudanças climáticas são análises estatísticas de longo prazo.”

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Fonte: Nacional

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