Durante as investigações da Operação Ragnatela, que visa combater a lavagem de dinheiro arrecadado por facções criminosas em casas noturnas, o vereador Paulo Henrique de Figueiredo (PV), da Câmara de Cuiabá, foi identificado como um dos agentes públicos envolvidos no esquema. Segundo informações da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), o vereador atuava em benefício do Comando Vermelho, recebendo propinas em troca de facilitar a concessão de licenças para shows sem a documentação necessária. Além disso, a investigação revelou um esquema para contrabandear celulares para dentro de unidades prisionais e transferir líderanças da facção para presídios de menor rigor penitenciário, facilitando a comunicação do grupo criminoso. Dois dos principais alvos da investigação fugiram para o Rio de Janeiro, sendo um deles considerado o líder da facção e detido com documentos falsos no aeroporto de Santos Dumont. A Operação Ragnatela contou com o apoio do Ciopaer e do Gaeco, força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público Estadual, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
A Ficco-MT, formada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar, tem como objetivo atuar de forma integrada no combate ao crime organizado no estado de Mato Grosso. O vereador Paulo Henrique de Figueiredo foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a operação, que continua investigando o envolvimento de agentes públicos com facções criminosas