Quarta, 26 de Agosto de 2026
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Operação mira facção que usava bingos para lavar dinheiro em MT

Investigação começou após roubo seguido de incêndio em uma padaria de Rondonópolis

10/07/2026 às 09h38
Por: Redação Fonte: VGN Notícias
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10.07), a Operação Adsumus para desarticular um grupo suspeito de utilizar casas de bingo e jogos de azar para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas. Ao todo, foram cumpridas 17 ordens judiciais em Rondonópolis, além de Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão 11 mandados de busca e apreensão, três prisões preventivas, bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial apontado como peça central do esquema.

Segundo a investigação, o local, em Rondonópolis, promovia eventos e shows, mas também funcionava como ponto permanente para a realização de bingos considerados ilegais. A Polícia Civil suspeita que o espaço era utilizado pela organização criminosa para movimentar e disfarçar dinheiro obtido por meio de crimes.

Além da interrupção das atividades da empresa, a Justiça determinou a lacração do estabelecimento e a apreensão de máquinas de bingo, equipamentos de jogos e outros materiais utilizados na exploração das atividades.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, falsidade ideológica, extorsão, ingresso ou facilitação de aparelhos celulares em unidades prisionais e posse irregular de arma de fogo.

Investigação começou após ataque a padaria

As investigações tiveram início após um roubo seguido de incêndio registrado no dia 18 de fevereiro, em uma padaria no bairro São Sebastião, em Rondonópolis. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento, anunciaram o assalto e incendiaram o imóvel antes de fugir.

Durante a apuração do caso, os suspeitos foram identificados e tiveram as prisões preventivas decretadas. Meses depois, em maio deste ano, ambos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal quando viajavam em um ônibus interestadual de Cuiabá para o Rio de Janeiro utilizando documentos falsos.

Os celulares apreendidos com a dupla foram encaminhados para análise, e, conforme a Polícia Civil, o conteúdo dos aparelhos revelou a existência de uma estrutura organizada da facção com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso.

A partir das informações extraídas dos dispositivos, os investigadores identificaram indícios da atuação do grupo em crimes como tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e concluir o inquérito policial.

Com informações da PJC.

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