
Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) manifestou posicionamento contrário à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucional uma lei do Maranhão que permitia aos pais e responsáveis vetar a participação dos filhos em atividades escolares sobre gênero e diversidade. O assunto foi abordado pela parlamentar durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta quinta-feira (5).
Durante a fala, Michelly defendeu a participação das famílias na formação dos filhos e questionou os limites da autonomia dos pais diante de conteúdos abordados no ambiente escolar.
“Nós, pais, estamos perdendo a nossa autonomia para educar nossos próprios filhos! A escola tem o poder e o dever de ensinar matérias como português e matemática, mas a responsabilidade de educar e transmitir valores é da família”, afirmou.
A vereadora também comparou a discussão com o respeito à liberdade religiosa nas escolas e questionou os critérios adotados para garantir a participação das famílias nas decisões relacionadas à formação das crianças.
“Se uma criança não é obrigada a fazer a oração do Pai Nosso na escola porque respeitamos a sua liberdade, por qual razão os nossos filhos são obrigados a assistir a aulas de ideologia de gênero contra a vontade dos pais? Isso é um absurdo!”, declarou.
Michelly avaliou que a decisão do Supremo limita a atuação de legisladores estaduais e municipais na elaboração de normas sobre o tema. A parlamentar também defendeu a articulação entre representantes políticos de diferentes regiões do país para discutir a questão.
“É uma luta e a gente como classe política tem que sim se posicionar”, disse.
Ao final do pronunciamento, a vereadora propôs a união de parlamentares e vereadores em um movimento nacional para debater os efeitos da decisão e buscar alternativas de atuação dentro dos limites legais.
“Assim como parlamentares por todo o Brasil já se mobilizaram contra restrições a conteúdos cristãos na TV, nós também podemos nos unir, criar um grande movimento e lutar para reverter essa decisão do STF. Não podemos aceitar calados que retirem das nossas famílias o direito sagrado de educar seus próprios filhos”, concluiu.