Sexta, 28 de Agosto de 2026
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Ricardo Nunes pede que TCU rescinda contrato com a Enel

Ricardo Nunes pede que TCU rescinda contrato com a Enel

01/02/2024 às 15h21 Atualizada em 01/02/2024 às 18h21
Por: Redação
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Fernando Frazão/Agência Brasil - 17/03/2023 Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na abertura da feira de negócios Expo Favela 2023
Fernando Frazão/Agência Brasil - 17/03/2023 Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na abertura da feira de negócios Expo Favela 2023
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na abertura da feira de negócios Expo Favela 2023
Fernando Frazão/Agência Brasil - 17/03/2023

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na abertura da feira de negócios Expo Favela 2023

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se reuniu nessa quarta-feira (31) com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Bruno Dantas, para solicitar uma fiscalização do contrato da Enel com a Prefeitura ou possível rescisão. A formalização do pedido foi feita em Brasília (DF).

Nunes entregou um ofício a Dantas com detalhes das falhas da Enel, e argumentou que a demora no restabelecimento de energia elétrica na cidade de São Paulo, após quedas em novembro e janeiro, é "gravíssima" e um problema antigo apresentado pela concessionária de energia na capital paulista.

"A Enel não atende às decisões judiciais", afirmou o prefeito. "Conseguimos duas vezes decisões judiciais a favor da cidade de São Paulo para plano de contingência e ampliação de equipe, e eles não fazem e não cumprem", disse. "Então, não existe outro caminho a não ser uma fiscalização por parte do TCU".

"Pelas informações que nos chega, é visível que o serviço está sendo mal prestado", afirmou o presidente do Tribunal de Contas. Dantas explicou que o TCU, "como o órgão que exerce o controle externo da administração pública, abrirá um processo".

De acordo com o ministro, já existem "algumas fiscalizações em curso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas agora, de posse dessa documentação que nos traz o prefeito de São Paulo, nós vamos aprofundar a fiscalização para verificar e aprofundar os responsáveis".

O ofício entregue ao ministro diz que "o caos" enfrentado pela população de São Paulo em 3 de novembro "não foi consequência direta da chuva em si, mas da abrupta interrupção do serviço de energia elétrica, que paralisou serviços essenciais e as atividades cotidianas de milhões de pessoas".

Ricardo Nunes (MDB) entregou ofício a Bruno Dantas, do TCU; Baleia Rossi (MDB) e Paulinho da Força (Solidariedade) acompanharam
Reprodução - 31.01.2024

Ricardo Nunes (MDB) entregou ofício a Bruno Dantas, do TCU; Baleia Rossi (MDB) e Paulinho da Força (Solidariedade) acompanharam

Desde o ano passado, Nunes tem criticado mais enfaticamente os serviços prestados pela empresa em razão dos constantes apagões e demora da concessionária em restabelecer a energia dos moradores. A Enel opera a energia na cidade desde 2018, quando comprou a Eletropaulo.

"Na cidade de São Paulo, ficamos com as mãos atadas, porque a fiscalização e a regulação são [do âmbito] Federal", afirmou Ricardo Nunes. "Agradeço ao ministro e aos auditores do TCU, na esperança de que essa empresa irresponsável e desumana possa ser responsabilizada, como aconteceu em Goiás, onde ela foi expulsa".

Os deputados federais Paulinho da Força (Solidariedade) e Baleia Rossi (MDB) também acompanharam a reunião.

Governador de SP também critica a empresa

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alertou o Planalto nessa quarta-feira sobre o risco de renovação de contrato com a Enel, que atende a uma concessão federal, cujo contrato é válido até 2028.

"Não dá para simplesmente prorrogar um contrato com uma empresa que simplesmente não corresponde, que não faz o investimento", afirmou o governador. "Conversei com a própria Casa Civil e alertei a eles dos riscos, por exemplo, de ter uma prorrogação com essa concessionária, no momento do término do contrato", disse.

Em novembro do ano passado, a Enel deixou mais de 2 milhões de pessoas no "escuro" por cerca de sete dias depois de um temporal. Desde então, durante o período de chuva, os "apagões" passaram a ser ainda mais constantes no Estado, sobretudo na capital.

Fonte: Nacional

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