Quarta, 23 de Setembro de 2026

Ação de Dr. João evita fechamento de clínicas de hemodiálise e morte de pacientes em Mato Grosso

Articulação de Dr. João evitou que clínicas fossem fechadas no interior, o que poderia causar morte de centenas de pacientes

23/09/2026 às 16h05
Por: Redação
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Ação de Dr. João evita fechamento de clínicas de hemodiálise e morte de pacientes em Mato Grosso

A luta para impedir que clínicas de hemodiálise interrompessem o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso é um dos grandes troféus do deputado estadual e médico nefrologista Dr. João (MDB). Após ação direta do parlamentar junto ao Governo do Estado e representantes do setor, Mato Grosso passou a complementar em 24% o valor pago por sessão do tratamento, medida que deu condições de funcionamento às unidades.

Médico nefrologista e proprietário de clínicas no estado, Vitor Vieira afirma que a manutenção das unidades, principalmente no interior, dependia diretamente desse complemento.

“Se não fosse este suplemento, essa complementação que o deputado conseguiu, a maioria das clínicas teria fechado. O financiamento é tripartite, Ministério da Saúde, Estado e município, e se não fosse Dr. João, mais de 70% das clínicas estariam fechadas, as do interior com certeza”, afirmou Vitor.


Na época, 11 clínicas renais habilitadas pelo Ministério da Saúde atendiam aproximadamente 2 mil pacientes em Mato Grosso e realizavam cerca de 30 mil sessões todos os meses. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o objetivo do incremento era justamente evitar a interrupção do serviço e garantir a continuidade do tratamento aos pacientes renais crônicos.

Com a complementação estadual, foram acrescentados R$ 43,25 ao valor de cada sessão, além do recurso que já era destinado por meio do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF). A soma da participação estadual chegou a aproximadamente R$ 59 por procedimento, fazendo com que o custeio alcançasse R$ 300 por sessão. 

Para Dr. João, que construiu parte de sua trajetória profissional trabalhando diretamente com pacientes renais, o anúncio teve significado especial.

"Este foi um momento em que nós tivemos um misto de alegria e alívio. O risco de mato-grossenses ficarem sem tratamento era real e as clínicas estavam muito próximas do colapso. É um serviço essencial, em que o tratamento não pode ser parado, são vidas que estão em jogo e nós conseguimos evitar que milhares de pessoas padecessem", relembra Dr. João.

A dificuldade financeira das unidades estava ligada à diferença entre os custos do tratamento e os valores recebidos pelo atendimento realizado pelo SUS. Segundo Vitor, a situação poderia atingir principalmente pacientes que dependem exclusivamente da rede disponível no interior.

“Por isso precisamos do Dr. João na Assembleia Legislativa brigando pelos pacientes e pela saúde”, acrescentou o nefrologista. A própria SES, à época, destacou que os serviços corriam risco de serem interrompidos.

A localização das clínicas é outro problema enfrentado por pacientes renais. O tratamento normalmente precisa ser realizado três vezes por semana, em sessões que duram aproximadamente quatro horas.

Para quem vive longe de uma unidade, isso significa acrescentar ao desgaste causado pela doença horas de deslocamento pelas rodovias de Mato Grosso.

“Tem paciente que anda 300 quilômetros para fazer o tratamento três ou duas vezes por semana. Além da doença castigar, ainda tem essa logística”, relata Vitor Vieira.

O médico cita unidades instaladas em municípios como Sorriso, Guarantã do Norte, Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis e Tangará da Serra como exemplos do processo de expansão do atendimento para fora da capital.

“Graças ao Dr. João estamos conseguindo interiorizar. Existem clínicas em Sorriso, Guarantã do Norte, Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Tangará. Como João é um cara incansável, precisamos continuar contando com ele”, afirmou.

A implantação de novas unidades já esteve entre as discussões das quais Dr. João participou. Em Juína, por exemplo, o parlamentar integrou articulações realizadas em 2021 para viabilizar o custeio de um centro de hemodiálise destinado a atender pacientes do Noroeste e do Vale do Arinos.

Em novembro de 2024, após o anúncio do complemento estadual, Dr. João também participou de reunião na Assembleia Legislativa para discutir o credenciamento federal do Centro de Hemodiálise de Sorriso, com a perspectiva de ampliação do atendimento para municípios vizinhos.

A diferença entre ter ou não uma unidade próxima é conhecida por Vera Lucia, paciente renal que realiza hemodiálise há nove anos em Tangará da Serra.

“Quando cheguei na clínica, estava muito debilitada, de cadeira de rodas. Tinha que fazer cirurgia e a clínica me ajudou muito. Só tenho que falar bem do Dr. João, que trouxe esse serviço essencial para nós da região. É uma benfeitoria que todos nós temos, sem precisar viajar para Cuiabá três vezes por semana”, acrescentou.

A relação de Dr. João com a nefrologia começou antes de sua atuação parlamentar. Médico nefrologista, ele trabalhou na área e esteve ligado à implantação do serviço de hemodiálise em Tangará da Serra, experiência que passou a integrar sua atuação política relacionada aos pacientes renais.

Para a campanha de 2026, Dr. João voltou a colocar a ampliação do acesso à hemodiálise entre os temas defendidos na área da saúde. O deputado afirma que pretende continuar buscando condições para implantação e habilitação de novas clínicas em diferentes regiões de Mato Grosso, diminuindo a necessidade de deslocamentos frequentes para outros municípios.

A proposta está relacionada à distribuição territorial do atendimento. Em um estado de grandes distâncias entre municípios e regiões, pacientes que não possuem serviço de terapia renal substitutiva próximo de casa podem depender de transporte intermunicipal várias vezes durante a semana.

A rotina é particularmente exigente porque a hemodiálise substitui parte da função dos rins em pacientes com insuficiência renal grave e, conforme orientação do Ministério da Saúde, geralmente precisa ser feita em clínica especializada três vezes por semana.

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