Sexta, 25 de Setembro de 2026

Campanha de Flávio ainda vê espaço para reduzir rejeição em reta final

Para um integrante da equipe, “não se mexe em time que está ganhando” diante da tendência de alta em pesquisas de intenção de voto, portanto, a estratégia já aplicada continuará, mas sem deixar de explorar ataques a Lula, Lulinha e ministros do STF

25/09/2026 às 12h26
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Estadão Conteúdo
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Estadão Conteúdo

Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ainda veem espaço para reduzir a rejeição do senador e candidato à Presidência nesta reta final do primeiro turno das eleições de 2026.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que 45% dos eleitores rejeitam Flávio, enquanto 45% rejeitam o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Portanto, ambos estão empatados como os presidenciáveis mais rejeitados. Ou seja, em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum.

A avaliação interna na campanha é de que Flávio vem numa trajetória ascendente nas pesquisas de intenção de voto. Portanto, a ideia é continuar com o trabalho feito e não inovar muito na estratégia já aplicada, pois “não se mexe em time que está ganhando”, lembrou um cacique do grupo.

A campanha deve continuar a construir a imagem de um Bolsonaro mais “moderado” do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a não atacar o Supremo como instituição — direcionando as críticas a determinados ministros, como Alexandre de Moraes e Flávio Dino — e a se mostrar próximo do povo com falas sobre o endividamento dos brasileiros, por exemplo.

A família de Flávio, principalmente por meio da esposa, Fernanda, também é um dos ativos que já vêm sendo explorados para que o eleitorado conheça melhor o candidato, num toque mais humanizado. Embora Fernanda tenha destaque, a campanha chegou a explorar também a mãe dele, Rogéria, a religião e sua trajetória pessoal.

Flávio tem ressaltado ao longo da campanha que só será radical no endurecimento da segurança pública contra o crime organizado — um dos aspectos de maior preocupação da população brasileira.

Para a campanha de Flávio, a tentativa é fazer com que o antipetismo também fale mais alto entre o eleitorado de direita e de centro.

Ao lado de fortes críticas à economia e à segurança pública do governo petista, as peças publicitárias de Flávio têm ainda ressaltado suspeitas que pairam em torno de Lulinha, filho do presidente Lula, numa tônica de associar a gestão atual à corrupção.

Dentro da equipe de Flávio, há quem considere que parte da rejeição do eleitorado a ele é “herdada” automaticamente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Portanto, que as pessoas ainda podem ir se simpatizando com ele conforme vão conhecendo seu discurso e história nestes últimos dias antes do primeiro turno.

Flávio tem buscado se equilibrar entre ser um Bolsonaro com características próprias e ser o escolhido para tocar o “legado” do pai, inclusive carregando imagens e quadros dele em agendas de campanha, como em cima de trios elétricos.

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