
Luiz Carlos Bezerra
Jornalista – DRT 2110/MT
Cerca de 6 mil pessoas participaram direta e indiretamente das atividades da segunda edição do Projeto Águas Culturais – Talentos do Cerrado em Cena, realizado pelo Grupo Embira do Cerrado (MT). A iniciativa percorreu municípios e comunidades do Vale do Araguaia com apresentações artísticas, oficinas, vivências circenses e ações de intercâmbio cultural. A programação passou por Canabrava do Norte, Santa Terezinha e Porto Alegre do Norte, além de aldeias dos povos Iny/Karajá e Tapirapé.
O projeto foi realizado com incentivo da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e contou com o apoio de prefeituras, departamentos e secretarias municipais de cultura, grupos organizados e entidades locais. A circulação reuniu artistas de Mato Grosso e Goiás, grupos culturais locais, estudantes, professores, comunidades e lideranças indígenas.
Para o coordenador Edilson Pereira, professor, historiador, músico e diretor do Grupo Embira do Cerrado, o resultado demonstra a importância das ações de fomento cultural para uma região marcada pela diversidade de povos e manifestações.
“Projetos de fomento municipal, estadual e nacional são importantes para a região do Araguaia, uma região rica, com vários povos, e conseguimos chegar a essas comunidades e fazer esse intercâmbio, essa troca de saberes.”
Em Porto Alegre do Norte, a programação contou com duas ações culturais e reuniu grupos do município, de Confresa, do Projeto Candeia[1] , de responsabilidade da professora Juliany Reis, e de cidades vizinhas. As atividades tiveram participação do Grupo Embira do Cerrado, da Trupe Asas de Picadeiro, de Goiânia (GO), e da Família Ramos, responsável também pela articulação local de uma das ações.
O encontro possibilitou a apresentação de diferentes manifestações culturais e a convivência entre grupos organizados que atuam na região.
A direção artística do projeto ficou a cargo de Sapeca Mr. Eco, personagem criado pelo artista circense e arte-educador Manoel Alves de Jesus, que levou às atividades elementos de circo, mágica e interação com o público.
A programação também chegou a comunidades indígenas da região de Santa Terezinha, ampliando a proposta de intercâmbio cultural.
As ações envolveram os povos Iny/Karajá, nas aldeias Hawalora e Itxalá, e o povo Tapirapé, na aldeia Majtyri.
Artistas, professores, estudantes, comunidades e lideranças participaram de atividades que incluíram oficinas de vivência lúdica circense, rodas de saberes ancestrais, mostra cultural indígena, gincanas e apresentações de mágica.
Também participaram das ações Sapeca Mr. Eco e Ícary, nome artístico de Irací Alves Soares de Jesus, atriz circense e produtora cultural com mais de 30 anos de atuação.
Para Manoel Alves de Jesus, a circulação deu continuidade a um trabalho desenvolvido anteriormente na região, com iniciativas como Balé das Águas (2023), Turnê Aldeias – Interações Culturais e Sarau Circense – Rebuliço das Expressões Artísticas no Picadeiro (2025).
A Turnê Aldeias – Interações Culturais foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio Funarte Carequinha de Circo.
Em Porto Alegre do Norte, o projeto contou com a participação do Grupo Flor do Sertão, grupo de quadrilha com trajetória na região e reconhecimento por sua atuação cultural.
O grupo reúne integrantes que já participaram de eventos no Rio de Janeiro e possui trajetória marcada por premiações e circulação de seus artistas.
A participação do Flor do Sertão reforçou a proposta de valorizar grupos que já desenvolvem atividades culturais nos municípios e ampliar os espaços de circulação das manifestações produzidas no próprio território.
Além das apresentações, o projeto promoveu atividades de formação e experimentação artística envolvendo artes, teatro, poesia e práticas circenses.
Segundo Manoel Alves de Jesus, as ações buscaram criar oportunidades para que crianças e jovens participassem dos processos culturais e desenvolvessem novas experiências com diferentes linguagens.
“Esses encontros, por meio das oficinas de artes, teatro, poesia e atividades circenses, dão aos jovens a oportunidade de serem protagonistas, de se destacarem e de serem estimulados a desenvolver um sentimento de pertencimento à arte e à cultura.”
A circulação contou com a participação das administrações municipais, que contribuíram para a logística, acolhida das equipes e organização conjunta das atividades.
Para Manoel, essa articulação foi fundamental para que o projeto pudesse chegar aos diferentes espaços e comunidades.
A produção executiva foi realizada pela Associação Cultural Asas de Picadeiro (ACAP), com parceria da Trupe Asas de Picadeiro, de Goiânia (GO), e articulação com grupos e organizações culturais dos municípios.
O resultado da segunda edição também deverá orientar os próximos trabalhos do grupo. Segundo Edilson Pereira, a receptividade das comunidades e o impacto alcançado durante a circulação motivam novos investimentos em escrita e produção cultural.
“A partir dessa acolhida e do impacto que o projeto teve nos territórios, vamos investir ainda mais na escrita e na produção cultural, criando condições para que novos talentos possam despontar. Queremos ampliar as oportunidades para que a juventude e a população tenham acesso às diferentes linguagens artísticas, participem dos processos culturais e encontrem espaços para desenvolver e apresentar seus próprios talentos.”
A perspectiva é ampliar as oportunidades de participação e formação, fortalecendo a presença da arte e da cultura no cotidiano das comunidades.
Ao reunir artistas de diferentes municípios, grupos culturais, artistas circenses e povos indígenas, o Águas Culturais – Talentos do Cerrado em Cena encerrou sua segunda edição fortalecendo uma proposta de circulação baseada no encontro e na troca de experiências.
Para a organização, o envolvimento de cerca de 6 mil pessoas evidencia o alcance das ações e reforça a importância das políticas de fomento cultural para ampliar o acesso da população à produção artística e estimular novos talentos.
A experiência também fortalece uma rede formada por artistas, grupos culturais, comunidades, poder público e entidades, criando novas possibilidades para a continuidade das ações culturais no Vale do Araguaia.
FICHA TÉCNICA
Coordenação geral: Prof. Edilson Pereira – diretor do Grupo Embira do Cerrado (MT)
Direção artística: Sapeca Mr. Eco
Produção executiva: ACAP-Circo - Goiânia (GO)
Assessoria de imprensa: Luiz Carlos Bezerra – Jornalista DRT 2110-MT
Produção Criativa: Iraci A. Soares de Jesus - Ícary
Social Mídia: Murillo Santori
Parceria de realização: Trupe Asas de Picadeiro – Goiânia (GO)
Apoio cultural: Província da Consolação Agostinianos
Cobertura fotográfica e videográfica: Luara Alves de Jesus.
Contato para imprensa: (65) 9967-9513- E-mail- [email protected]
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[1]https://www.instagram.com/p/DVL-oFkDqdN/?stkn=MXdocmJqNjJ5b3NybQ==









