Quinta, 01 de Outubro de 2026

Segurança pública exige Estado forte e cidadão protegido

Por Carlos Dorilêo Jr.

01/10/2026 às 15h30
Por: Redação
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Segurança pública exige Estado forte e cidadão protegido

A violência não pode ser tratada como parte inevitável da rotina. Quando o crime avança, muda o comportamento das famílias, restringe a liberdade de quem trabalha e transforma atividades simples, como abrir um comércio, voltar para casa ou deixar os filhos irem à escola, em motivo de preocupação.

Enfrentar essa realidade exige mais do que discursos duros. Segurança pública se constrói com planejamento, inteligência, integração entre as forças, legislação adequada e valorização de quem atua diariamente no combate à criminalidade.

Exerci a função de policial militar por oito anos e conheço de perto o peso dessa responsabilidade. O profissional da segurança sai de casa sem saber quais situações enfrentará durante o serviço. Convive com riscos permanentes, toma decisões em poucos segundos e carrega consequências que também atingem sua saúde e sua família.

Valorizar esses profissionais não pode se limitar a homenagens. É necessário defender melhores condições de trabalho, equipamentos adequados, capacitação permanente, apoio à saúde mental, progressão de carreira e segurança jurídica para quem age dentro da lei. Um Estado que cobra resultados também precisa oferecer estrutura e respaldo.

Como advogado, acompanhei situações em que direitos previstos legalmente não eram respeitados pela própria administração pública. Em uma dessas atuações, uma ação coletiva garantiu o reconhecimento do direito à promoção por tempo de serviço a mais de 200 policiais. Esse tipo de experiência reforçou em mim a convicção de que proteger quem protege a sociedade também é uma obrigação do poder público.

O crime organizado, por sua vez, tornou-se mais estruturado, conectado e financeiramente poderoso. As organizações criminosas movimentam recursos, ocupam territórios e utilizam tecnologia para ampliar suas atividades. O enfrentamento precisa atingir não apenas quem está nas ruas, mas também o comando, o patrimônio e as fontes de financiamento dessas estruturas.

Na Câmara dos Deputados, pretendo apoiar medidas que ampliem a integração entre os órgãos de segurança, fortaleçam a inteligência policial e endureçam o combate às organizações criminosas. Também defenderei leis mais claras, capazes de proteger os profissionais que cumprem seu dever sem servir de escudo para abusos.

A segurança pública é responsabilidade do Estado, mas isso não significa retirar do cidadão que respeita a lei o direito de proteger a própria vida e sua família diante de uma agressão injusta. A legítima defesa precisa ser reconhecida com clareza, responsabilidade e segurança jurídica. Quem reage dentro dos limites legais não pode ser tratado da mesma forma que o criminoso que iniciou a violência.

Essa defesa deve caminhar ao lado do cumprimento rigoroso dos critérios legais, da capacitação e da responsabilidade. Também é importante reconhecer o papel dos clubes de tiro e das entidades regularmente constituídas que promovem treinamento, disciplina e conhecimento técnico dentro da legalidade.

Defender a legítima defesa não significa substituir a polícia pelo cidadão. Significa reconhecer que, diante de um perigo real e imediato, a vítima não pode ser condenada à passividade. Ao mesmo tempo, cabe ao Estado fortalecer as forças de segurança para que a proteção pública alcance todos os bairros, municípios e regiões.

Quero contribuir para que Mato Grosso seja um estado mais seguro para viver, trabalhar, produzir e criar os filhos. Para isso, precisamos de profissionais valorizados, instituições equipadas, combate firme ao crime organizado e leis que estejam ao lado de quem age corretamente.

Segurança pública se faz com autoridade e responsabilidade. O criminoso precisa encontrar um Estado preparado para enfrentá-lo; o policial, respaldo para cumprir sua missão; e o cidadão de bem, proteção para viver em liberdade.

*Carlos Dorilêo Jr. é advogado, professor e pastor, exerceu a função de policial militar por oito anos e é candidato a deputado federal por Mato Grosso pelo Partido NOVO, número 3090.

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