
A violência contra a mulher nem sempre chega acompanhada de gritos, ameaças ou marcas no corpo. Ela também pode aparecer disfarçada de brincadeira, cuidado, ciúme, preocupação. Frases como “estou falando isso para o seu bem” e “tenho ciúmes porque gosto de você” podem esconder comportamentos de controle, humilhação e outras violências naturalizadas no dia a dia.
Reconhecer esses sinais nem sempre é algo simples. Mas, quando eles aparecem e a mulher decide buscar ajuda, é importante que ela saiba que não precisa enfrentar esse caminho sozinha. Em Mato Grosso, uma rede de proteção formada por diferentes instituições trabalha para acolher, orientar e ajudar a romper o ciclo da violência.
São profissionais e órgãos que atuam de forma integrada para que um pedido de socorro possa se transformar em cuidado e oportunidade de recomeço. As Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher são implantadas a partir da atuação da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo.
Para mostrar como funciona e quem está presente nesse caminho, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) lançou uma série especial em seu canal oficial no YouTube. A produção faz parte das ações do Agosto Lilás e busca aproximar a população das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher existentes no estado.
O primeiro episódio já está disponível para o público. A série é um convite para conhecer essa atuação conjunta e lembrar que, diante dos primeiros sinais de violência ou no momento em que uma mulher decide pedir ajuda, existe uma rede pronta para acolher e proteger.
Canais de denúncia:
180 - Todo território nacional
181 - Estado de Mato Grosso
197 - Polícia Civil
190 - Polícia Militar
Assista aqui o primeiro episódio: